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A música, a dança, os rituais, a cosmogonia nutrem-se, dialogam e respondem lacunas, mesmo que de maneira imperceptível aos nossos olhos, todas essas expressões culturais e comportamentos humanos, dão ao povo a sua identidade, cumprem uma função metafísica e fazem-nos ir além do que nos é apresentado como ciência.  Talvez por isso que o Chamamé seja um dos poucos ritmos musicais que traz consigo o estranho fervor do questionamento: 

De onde tudo isso surgiu?
Por que somos assim? Que histórias esse ritmo tem a nos contar?

Projeto realizado através do Edital diversidades das culturas – Fundação Marcopolo e Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul – Lei Aldir Blanc.

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A inquietação de ter um material sobre o sistema de acordeón González me acompanha a mais de trinta anos como acordeonista e adepto ao sistema. Lembro-me de quando comecei a estudar a técnica com o maestro Nini Flores antes de sua partida para a França e quanto me fazia falta ter em mãos um "manual" de como seguir em frente com meu instrumento.

Apesar de ter estudado com o maior ícone deste modelo, inúmeros desafios acompanharam e acompanham minha caminhada como instrumentista. Todos estes desafios se deram pelo fato que o sistema Gonzaléz é jovem, de transmissão oral, não possui uma bibliografia que oriente ao estudo deste mecanismo.

Em virtude destes fatores elaborei um curso e um livro no pleno intuito de colaborar e ajudar a facilitar o entendimento da logica e digitação do mesmo. O material criado esta voltado para acordeonistas iniciantes e experientes no Sistema nas afinações Ré/Sol e Sol/Dó.

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